A gente começa de algum lugar
Oi, eu sou Yuui, tenho 32 anos — o que pode ser muito ou pouco dependendo do seu referencial.
Sou escritora autodidata — quem diria! Talvez não seja lá grandes coisas, mas foi algo que dediquei boa parte da minha vida a aprender, ainda que parte desse processo seja natural a todo mundo.
Amo animais, especialmente gatos. Tenho dois atualmente: uma fêmea, chamada Nilah, tigradinha; e um macho, chamado Asin, um sialata snow shoe — uma variante que tem sapatinhos para a neve.
Sou um furry coelho, e isso é importante, pois é a maneira que você vai me ver representada em todos os lugares. Tive várias sonas ao longo da vida (tigre, lobo, dragão), mas oficialmente optei pelo coelho. O motivo? Eles são fofos, pequenos, caóticos e cheios de tesão — isso mesmo, essa palavra mesmo. Vocês vão achar que é dicotomia, porque eu sou aro/ace, mas acreditem quando eu digo que faz sentido.
Por fim, sou autista de diagnóstico tardio. O que isso importa? Tudo. Porque a minha estrutura de pensar, sentir, agir, passa por essa lente. E, depois de uma vida sendo chamada de estranha, me esforçando para me adaptar a um mundo que não fazia sentido, eu agora colho os resultados.
Isso também importa porque minha cabeça funciona à base de coelhos (como divertidamente, mas ao invés de sentimentos, são várias mini-yuuis discutindo) e memes. Sim, memes. Dos mais comuns aos mais degenerados. Não, sem six-seven, não é do meu tempo e eu não vejo graça.
Depois de todo o lero-lero, eis o foco disso aqui: começar um blog. Porque tem coisas que ficam muito tempo na minha cachola e eu acredito que consigo formular uns textos legais com isso. É também uma forma de registro — sem muito propósito mesmo, é como hobby. Porque escrever já é um hobby, mas talvez eu leve ele a sério demais para o meu próprio bem.
Existe uma diferença fundamental entre escrever um post de blog, ou um texto técnico, até mesmo um e-mail, para escrever uma prosa. Alguns cuidados e processos eu não posso abrir mão, ainda que eu queira simplificar. Isso aqui? É infinitas vezes mais simples. Até porque, é um lero-lero.
Eu cresci no primeiro boom dos blogs — e confesso, eu adorava ter um. Mesmo que o meu primeiro, simples e sem propósito, tenha sido recebido com comentários maldosos (disseram que eu deveria desistir, porque eu escrevia muito mal. Não sabiam que eu era uma criança de 9–10 anos. Ou, se sabiam, fizeram de propósito).
Depois dele, tive tantos outros, em plataformas diversas. Até fotolog eu tentei — mas manter sempre foi um desafio. Ainda assim, volta e outra, eu tentava outra vez.
Em pleno 2026, estamos voltando para a ideia de bloggar — desacelerar das redes de micropostagens, voltar para uma internet mais lenta, ter mais permanência. E, nessas conversas, o melhor é ter um domínio próprio. Realmente, a ideia é tentadora.
Mas eu me pergunto — e te pergunto: vale a pena de começo?
Todos nós precisamos começar de algum lugar. Para quem já tem um conteúdo, eu acho super válido procurar um domínio próprio. No meu caso? Eu quero escrever — e só isso. Talvez não seja o momento adequado de procurar um domínio, uma hospedagem, etc.
Por isso, escolhi o Bear: simples, rápido, com a proposta que eu queria que era escrever. Enquanto eu dou espaço e vazão a esse monte de lero-lero da minha cabeça, me permito estudar a situação e analisar com calma, ver se esse é o futuro que eu quero realmente.
Afinal, todos precisamos começar de algum lugar. E eu quero começar assim: simples, pequeno, sem grandes metas ou projetos mirabolantes.
Quero fazer daqui um espaço para falar: sobre escrita, sobre jogo, sobre reflexões grandes demais que não cabem em 240 caracteres — ou seja lá quantos tem hoje em dia.
Construindo tijolo por tijolo, devagarzinho, desacelerando meus coelhinhos e deixando fluir as ideias que ficam em cacofonia na minha cachola.
🎀🐇🎀
Você pode assinar o Guestbook ou deixar um comentário abaixo: