É, talvez seja mesmo hiperfoco
Os últimos dias, talvez semanas, tenho me dedicado mais a ler os posts do BEDA do que necessariamente escrever para o blog. Apesar de eu não participar do Entreblogs (ainda), estou gostando de acompanhar a jornada dos tantos amigos e conhecidos que participam. Como são muitos posts diários, acabo acumulando e, lentamente, vou lendo — até porque eu gosto e quero comentar os que mais me saltam os olhos.
Paralelo a isso, eu estou fazendo outras coisas. Entre elas, eu posso destacar que estou construindo o universo de Herança de Plumas, uma das minhas originais que começou sem pretenção, mas que de algum modo está comendo minha cabeça. E está sendo divertido ver ela ganhar vida pelos OCs (original characters) que estou adquirindo para ela.
Só que, depois de ler o texto do Kay, hiperfocos all the time, all at once, comecei a refletir e… eu acho que estou em hiperfoco, assim como ele.
Porém, diferente do Kay, que está com hiperfoco em cybersegurança e estudando isso, o meu hiperfoco é um ship (como normalmente é). Foi um ship muito específico, que eu não esperava que eu fosse começar a gostar nessa intensidade; na verdade, ele está muito fora do meu radar usual de ships — só que me pegou de maneira tão errada, que eu fiquei empolgada.
Infelizmente, sei que existem um total de 5 pessoas (excluindo eu) que gosta dele. O que desperta o monstro ancestral que habita dentro do meu âmago: precisarei, eu mesma, fazer tudo o que eu gosto desse ship, pois ninguém há de me alimentar.
Fato curioso: quando eu estava no fandom de GrandChase, o mobile, eu basicamente fiz o movimento de fanfics da época, porque meus amigos e conhecidos que gostavam da franquia estavam parados, por N motivos. Eu escrevia, lia, não satisfeita, ia escrever mais, para poder ler mais. E eu fiquei pelo menos uns dois anos dessa forma, onde eu escrevia absolutamente tudo o que eu lia sobre. O ouroboros da fanfic.
E eu sinto que a situação aqui está ficando parecida, apesar de eu (ainda) não achar que seja na mesma intensidade. Tem potêncial para ser, sim. Ainda que eu esteja intercalando com outras coisas pessoais, eu vejo como esse ship está me consumindo pelas beiradas, como os coelhos dentro da minha cabeça estão correndo de um lado para outro fazendo as engrenagens funcionarem.
Além disso, eu suspeitei do hiperfoco, porque essa semana, depois de muito tempo, eu pensei em um plot novo e comecei, finalmente, a escrever uma fanfic nova (estava desde Maio sem escrever um texto longo criativo, tirando aquele pequeno conto que fiz no blog despretenciosamente. Quase subindo pelas paredes, meus amigos).
Não pensem que foi algo simples — não, não foi. Eu senti meu cérebro em expansão quando a ideia começou a se formar e, no final da tarde daquele dia, eu já tinha o escopo inteiro pronto, com várias cenas definidas e até alguns diálogos. Resolvi não deixar me corroer, como normalmente faço, e sentei para escrever. Por hora, temos pouca coisa, mas vou me deixar consumir lentamente e ver até onde consigo levar essa ideia.
Ainda não darei detalhes, porque tenho alguns posts que gostaria de fazer para o blog antes de começar a comentar sobre os meus ships atuais — e, quando eu digo falar, é falar mesmo, dando nuances dos meus headcanons e os motivos que naveguei para eles. Porque, pasmem, meus ships são tão importantes quanto os meus OCs (que eu não esqueci, mas estou no aguardo de algumas encomendas antes de trazê-los ao blog. E, como são universos grandes, vão demandar um tempo considerável para produzir os posts relacionados, pois além de discorrer, pretendo fazer uma página própria para cada universo dentro do blog).
Por isso, meus caros leitores, se eu não conseguir manter a constância de postagens do blog, saibam que é por um bom motivo: estou em uma saga de desenvolver uma história de casamento arranjado que, se eu realmente for suprir todos os meus desejos obscuros, terá pelo menos 60.000 palavras.
Façam suas apostas e me desejem sorte nessa jornada!
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