Toca de coelho

Hoje, acordei reflexiva

Hoje acordei reflexiva — o quê, por si só, não me surpreende. Talvez isso se deva ao cansaço do final de semana, acúmulo das obrigações, dentre tantas outras coisas. Pode, também, ser um reflexo da minha própria TPM — porque ela está chegando e, normalmente, ela me causa uns quadros depressivos e me deixa mais introspectiva.

O ponto mais alto é: estou cansada. E, quando eu digo cansada, é no sentido que até absorver informação me cansa. Eu entro em modo total de economia de energia.

Ainda assim, meus pensamentos não param.

Acho que o que mais me cansa na internet hoje, querendo ou não, é o excesso de mídias sociais. Ainda que eu tenha reduzido, na medida do possível, o consumo delas, não consigo largar totalmente. O motivo? Eu gosto muito de fanarts, gosto de consumir artistas, gosto de acompanhar e ter contato com a galera que faz arte no BR e na gringa.

E, até por necessidade de trabalho, a maioria deles está em mídias sociais. O que faz total sentido, ao meu ver.

Infelizmente, para poder acompanhar algo que tanto gosto, eu sou exposta gratuitamente a muitas coisas que eu não gosto — e isso vai me cansando, me drenando…

Sem contar uma coisa que é muito clara para mim: a efemeridade de tudo.

Estava procurando, nos meus favoritos do facebook, o nome de um jogo de 3DS que, por um acaso, alguém citou e caiu na minha timeline; foi algo muito despretencioso, mas na época, tinha achado a proposta super interessante, mas não lembrava o nome. Revirando esses favoritos, procurando por esse post, percebi que muitas das coisas que tenho salva lá estão privadas ou deletadas.

É a mão impiedosa da rede social, a constante efemeridade das coisas.

Desde que me conheço por gente, eu faço arquivos mortos — salvo imagens, separadas em pastas, normalmente de animes, jogos e outras coisas que gosto muito. Salvo, porque é um hábito e porque, eventualmente, eu abro as pastas para observar aquelas imagens de novo com calma, ou mesmo revisitá-las.

Como as redes sociais me permitem favoritar as coisas, muitas vezes, eu acabo optando por deixar algumas coisas lá, pois algumas imagens são mais complicadas de salvar do que outras — por conta da conversão de arquivo, ou porque é muito complicado "extrair" a imagem da fonte original (como acontece com o instagram).

É muito triste eu voltar e perceber que aquele post não está mais lá — e eu sequer lembrava o que era.

A maioria dos favoritos que foram privados (e que me causaram essa sensação) são de receitas de crochê — assunto esse que eu pretendo abordar em outro momento, mas é um dos meus hobbies recentes. Não lembro sobre o que era a maioria, mas se eu os salvei, era por uma razão: eu iria tentar reproduzi-los depois. Agora, além da oportunidade que não haverá, sequer ficou a lembrança do que eram.

Isso tudo, juntando com a grande negatividade que permeia a maioria das redes sociais, me esgota inimaginavelmente. E esse esgotamento se extende para outras partes — e eu acabo iniciando uma espiral de pensamentos negativos que vai consumindo o restante da minha energia reserva.

Uma coisa que tem me alegrado bastante esses dias é explorar novamente os blogs. Tenho lido bastante neles, fuçando os links que as pessoas citam, até mesmo buscando descobrir novos por aqui e outros lugares. E saber que esse canto da internet está, de alguma forma, afastado de toda essa negatividade das redes sociais me alivia um pouco.

Aqui, quero citar que negatividade não está corelacionada com desabafos ou algo assim. É mais no sentido de as pessoas criarem uma postagem para, abertamente, fazer uma crítica ferrenha e destilar ódio, tendo seu comportamento endossado por outros — e, muitas vezes, as pessoas nem sabem sobre o que estão falando, nem o motivo de estarem destilando ódio. É o prazer de odiar por odiar, simplesmente.

Todos nós temos momentos em que estamos mais arredios, por quaisquer fatores que sejam. É natural. O ódio vil, não. Esse é um cultivado, especialmente em alguns espaços. E eu estou exaurida disso. Ao ponto de que abro essas redes sociais — somente para matar o tempo, pois estou ociosa de outros trabalhos — e não tenho mais a mínima paciência de estar por lá.

Em tempo, gostaria de recomendar dois textos que li, indicados em um post do Kay: Pequena Internet, Grande Internet e, seguindo o fio desse primeiro, também o Jardins Digitais. Esses textos caíram no meu colo e parece que ressoaram comigo; era o que eu precisava ouvir, de algum modo.

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#pessoal #reflexoes