Toca de coelho

Pokopia! #1

Depois de vários meses, eis que ele está em minhas mãos: Pokémon Pokopia!

Meus amigos próximos já sabem o quanto eu sou apaixonada por pokémon e, principalmente, como sou apaixonada pelo Ditto de todos os pokémons (sendo que ele conseguiu o pódio de pokémon favorito™, desbancando o Lucario que era o líder anterior). Outrora, eu falo porque essa gelequinha cor-de-rosa se tornou meu favorito.

O importante foi: no momento que a Nintendo anunciou que haveria um jogo do Ditto, não existia universo em que eu não comprasse. O jogo sendo um amalgama de Animal Crossing e Dragon Quest Builders, então? 100% garantia de que eu iria adquirir. Meus planos para comprar o Switch 2 — e todos os motivos por trás dessa compra — eram somente Pokopia.

Infelizmente, atrasei bastante meus planos. Queria ter comprado no lançamento, mas ainda não tinha meu Switch 2. E, mesmo após comprá-lo, demorei meses para poder comprar o Pokopia. Eis que essa semana, decidi que não mais adiaria o meu divertimento.

Comprei-o na madrugada de sábado da semana passada — e, logo de começo, já fiquei pelo menos uma hora enfiada nele. No dia seguinte, foram pelo menos mais umas duas ou três horas. E, durante a semana, peguei para jogar um pouco todos os dias, basicamente.

Gente, sinceramente, que jogo incrível. Eu passei pelos títulos em que ele foi inspirado (Animal Crossing e Dragon Quest Builders; sendo, esse segundo, um queridinho meu. Na época, joguei-o pelo gamepass, por isso não cheguei a concluir a campanha principal. Mas permanece na minha lista de desejos até agora, aguardando momento oportuno) e, posso dizer, o time da Koei Techmo que o desenvolveu, fez isso com muito cuidado e uma atenção primorosa aos detalhes!

Início de pokémon pokopia, onde o professor Tangrowth conta uma história sobre humanos e pokémons para ditto, bulbasaur e charmander, que estão adormecidos

Em Pokopia, nós somos um Ditto que despertou depois de muitos anos, não encontrando mais nenhum humano — e ele se junta a Tangrowth, que faz o papel de professor nessa franquia. Não existem mais humanos, as cidades foram todas destruídas e somos a força tarefa de restaurar tudo: para atrair pokémons e, quem sabe, trazer os humanos de volta.

A história é mais triste do que aparenta — falando sobre catástrofes naturais, sobre abandono, solidão. Ainda assim, é um joguinho muito tranquilo. Você tem, como todo jogo, tarefas que precisa cumprir, mas em momento algum você é pressionado a cumpri-las com agilidade (o que, para mim, é um ponto muito positivo).

Os cenários são incrivelmente fofos — e para quem, assim como eu, ama pokémon, é muito fácil reconhecer as referências à primeira geração. A interação entre os pokémons também é extremamente fofa: um misto de como os villagers do Animal Crossing interagem com você, mas não existe ali aquela sensação constante de que eles vão embora depois de um tempo.

Tudo ser feito em bloquinhos, também, é outra parte interessante. Para quem jogou Minecraft ou, óbvio, Dragon Quest Builders, meio que existe uma memória muscular de como usar todos eles ao seu favor.

Sem contar que é super fofo ver o Ditto surrupiando as coisas do mapa: desde blocos de terra, até móveis grandes como estantes ou postes de luz!

Imagem do Pokémon Pokopia, onde o Ditto, transformado em pessoa, conversa com um Torchic. Ele diz que sua barriguinha é quentinha e que você pode abraçá-lo para se aquecer no frio
Acho uma fofurinha como eles interagem. E eu amei a curiosidade do Torchic, porque eu não sabia disso.

Como sempre, nem tudo são flores. Existem algumas mecânicas nesse jogo que não são exatamente do meu agrado, mas que eu relevo justamente porque as partes que eu gosto saltam mais aos olhos.

A primeira coisa — e talvez a pior para mim — seja o fato de que o tempo do jogo é ligado ao relógio do Switch, assim como Animal Crossing. Ou seja, turnos de dia e noite, bem como o tempo para algumas construções, se dão em horas reais. Para mim, isso não é um ponto relaxante; na verdade, isso é uma amarra muito grande (motivo, talvez, de eu não investir tantas horas no ACNH como eu gostaria).

Outra coisa que, até o momento, me deixou um pouco chateada foi: a parte moderna dentro do mundo pokémon. Isso mesmo, eu não gosto da modernidade. Ignore a cidade, abrace o campestre!

Juro, quem deu a ideia de que pokémons precisam de energia elétrica, feita por geradores, para fazer as coisas? Eles geram energia, eles podem acender essas coisas sem isso! Apesar de entender o apelo, especialmente quando temos o Peakychu no jogo (um Pikachu com tipagem fantasma/elétrico, cuja eletricidade se esvaiu totalmente após usá-la para ajudar seus amigos).

Imagem de Pokémon Pokopia, onde o Ditto humano, junto de Torchic, Meowth, Turbbish e Pawmi, encontram um Pikachu pálido deitado entre as flores.
O momento em que encontramos o Peakychu adormecido.

Apesar disso, eu acredito que o saldo é mais positivo do que negativo. Ainda estou no começo do jogo, acredito eu — indo para a terceira área a restaurar — mas já sei que vou investir um tempo nele. Quero, primeiramente, liberar todas as áreas e habilidades, acumular recursos e começar a construir algumas casinhas que tive ideia. Por isso, o título dessa postagem é #1! Vou trazer meu progresso, de tempos em tempos, sobre o que eu consegui fazer (dado que a minha vida não me engula e eu não desista da ideia).

Espero que gostem dessa série que aparecerá de vez em quando por aqui!


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